Desde a antiguidade o vinho era usado como medicamento, além de também ser uma fonte de alimentação. Na Idade Média, por exemplo, era mais seguro tomar um cálice de vinho do que matar a sede com água – que, naquela época, tinha péssima qualidade. Na Roma Antiga, o vinho servia como desinfetante e era usado para limpar os ferimentos dos gladiadores.

Mas muito antes disso, por volta de 450 a.C., Hipócrates, o Pai da Medicina, já receitava vinho como antitérmico, purgativo, antisséptico e diurético. Ele afirmava que se tratava de uma bebida excelente para o homem, tanto sadio como doente, “desde que usado adequadamente, de maneira moderada e conforme o seu temperamento”.

Já o famoso químico francês Louis Pasteur pregava que o vinho podia ser considerada “a mais sã e higiênica das bebidas”.

As referências do uso do vinho na área da saúde em tempos passados são inúmeras. Mas hoje, com o avanço da medicina, é muito raro ver alguém limpando uma ferida com vinho ou usando a bebida para curar uma dor de dente, por exemplo.

Atualmente, as pesquisas mostram que o vinho tinto pode ser um excelente aliado à saúde do coração. Os flavonoides, que são substâncias presentes na bebida (especialmente o resveratrol), têm o poder de diminuir os radicais livres, o colesterol ruim (LDL) e aumentar a gordura boa (HDL) no organismo humano.

Alguns médicos, como o cirurgião cardiovascular Fábio Granja, defendem que uma ou duas taças de vinho por dia são recomendadas para dar uma forcinha à saúde. Ele cita o “paradoxo francês”, estudo que mostra a população da França com menos problemas cardíacos comparados outros países. Esse fato é associado à dieta dos franceses, onde existe o consumo diário de moderadas quantidades de vinho.

Outros estudos também associam o consumo moderado do vinho com outros benefícios à saúde humana, como o combate à anemia, ação digestiva, combate à gengivite, redução na degeneração macular (ligada à cegueira) e redução no desenvolvimento no mal de Alzheimer, entre outros.

Vale lembrar que o vinho é feito apenas de uvas. Depois que os frutos são esmagados, se obtém um suco, que passa por processo de fermentação, onde o açúcar natural é transformado em álcool. O teor alcoólico dos vinhos geralmente varia de 9% a 15%. Portanto, não é recomendável o exagero no consumo.

O cardiologista Jairo Monson de Souza Filho defende que o vinho é a bebida mais favorável para a saúde, se ingerido de maneira adequada. “O álcool quando ingerido numa quantidade superior ao que o organismo consegue metabolizar pode causar dano orgânico, mental, social, familiar e profissional”, lembra ele.

Portanto, com moderação, é possível apreciar um bom vinho e ainda sair lucrando em relação à saúde.

Um brinde e vida longa!


Este post foi gentilmente produzido por Fabiana Gonçalves, Jornalista e Sommelière (www.escrivinhos.com.br) para nosso site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *